Selante: o dente blindado contra o perigo da doença cárie

13:56
Os dentes posteriores, aqueles situados no fundo da boca, lá atrás, são, pela ordem, de trás para a frente: os molares, presentes na dentição de leite e na permanente, e os pré-molares, que existem apenas na dentição permanente.

Esses dentes têm um formato mais achatado e, na superfície oclusal, isto é, na região onde mastigamos, mordemos e trituramos os alimentos, existem pontas, chamadas cúspides, cercadas de muitas ranhuras, reentrâncias e depressões, denominadas fissuras ou fóssulas.
Nos molares decíduos, ou de leite, as fissuras são mais largas que as encontradas nos molares permanentes, estas estreitas e mais profundas.
Com muita facilidade, a placa bacteriana e os restos alimentares se depositam nesta região acidentada e irregular, acumulam-se e ficam ali retidos.
Ao escovar os dentes, as cerdas da escova, que são maiores que esses sulcos, não conseguem penetrá-los, não alcançam o seu fundo e, como conseqüência, não removem os resíduos dessa área.
O primeiro molar permanente, conhecido como “molar dos seis anos”, deve ser bem observado neste aspecto, uma vez que possui fóssulas e fissuras muito pronunciadas, estreitas e profundas. Esses dentes nascem atrás do último molar de leite, lá no fundo da cavidade bucal, numa época em que a boca da criança ainda é pequena e numa fase em que a criança ainda não adquiriu um controle efetivo da escovação.
Assim, são dentes que ficam prejudicados na higienização, passando a ser mais susceptíveis à lesão da doença cárie, que se inicia exatamente nesta região irregular das fissuras. Tanto é verdade, que o primeiro molar permanente é um dente que, na maioria das pessoas, apresenta-se restaurado, com canal tratado, muitas vezes até extraído.

  • Da "odontotomia profilática" até o selante

Antigamente, no início do século passado, era comum adotar-se um procedimento denominado “odontotomia profilática”, um nome esquisito, que queria dizer algo oposto às conveniências, ou seja, a proposta de se remover todas as fissuras e fóssulas, com auxílio de uma broca, de maior tamanho, fazendo-se uma cavidade no dente e colocando-se ali um material obturador, que, na época, era uma liga metálica, o famoso amálgama de prata.
A ciência odontológica, com o passar dos anos, buscou uma substância capaz de permear por entre as fissuras, sem danificar o tecido dental, calafetando e vedando as fendas, obliterando-as, de maneira a formar uma película protetora, protegendo o dente dos restos alimentares e da placa bacteriana e, finalmente, impedindo a instalação de lesões da doença cárie.
Foi, então, que se chegou ao atual “selante”. Material plástico transparente, branco ou matizado, usado para "pincelar" as superfícies rugosas dos dentes posteriores (pré-molares e molares), e trabalhar a favor de sua proteção, resguardando-o como uma barreira ou uma película protetora, enquanto reveste e cobre a superfície mastigatória dos dentes, para facilitar a sua limpeza e reduzir o risco da doença cárie.

  • Quem pode e deve se valer dessa útil ferramenta?

As crianças são muito beneficiadas pelo uso dos selantes, que são aplicados naqueles dentes que recém erupcionaram. São recomendados para todas as crianças, mesmo aquelas que recebem aplicações tópicas de flúor ou que vivem em cidade com água fluoretada, porque a ação do flúor é mais efetiva nas superfícies lisas do dente e o selante age na região das fissuras.
A aplicação do selante é um procedimento simples: um material que escoa e penetra nas fissuras e ranhuras do esmalte dentário. No entanto, deve ser aplicado após uma cuidadosa limpeza e requer adequado controle do campo, para que os dentes estejam bem secos, antes da aplicação.
Além das crianças, seu uso é recomendado a adolescentes e adultos sem disciplina alimentar, que consomem substâncias açucaradas e guloseimas, que utilizam medicamentos, que diminuem o fluxo salivar ou que apresentam mancha pré-cariosa nos sulcos e fissuras, pois são pessoas que tendem a alto risco de cárie e que também podem ser beneficiadas pela aplicação de selantes.
Dentes com sulcos e ranhuras rasas, que permitam a limpeza com a escova, a princípio, não necessitam de selantes, ficando a critério do profissional dentista a sua indicação.
Por fim, há de se observar um detalhe da maior importância: mesmo que o dente tenha recebido a proteção do selante, não estará livre do perigo da cárie para sempre. Isso porque, durante a mastigação, pode ocorrer um desgaste natural dessa película protetora e, mesmo por isso, para manter o efeito protetor, há necessidade de verificação periódica pelo dentista, que determinará se é necessária a sua reaplicação.
Não deixe de perguntar ao seu dentista se você e seu filho podem se beneficiar com a aplicação de selantes em seus dentes posteriores.

Referências
Profª. Dra. Maria Cristina Ferreira de Camargo - odontopediatra;
Dr. Roberto Mariani - cirurgião buco-maxilo-facial.

Fonte: odontologika

10 Dúvidas sobre o Implante

06:27
Duvidas Freqüente sobre Implante
  1. Etapas da colocação do implante dentário
As fases do tratamento variam de acordo com as condições do paciente, complexidade e número de implantes utilizados em cada caso, mas basicamente é dividido em 4 fases:
1º Avaliação do paciente e planejamento, com exames radiográficos.
2º Instalação do implante através de uma cirurgia. Após essa fase é necessário esperar por volta de 6 meses, e pode-se optar por colocar uma prótese provisória.
3º Instalação da prótese definitiva sobre o implante.
4º Manutenção, com avaliações periódicas.
  
  1. A Falta de dentes pode me prejudicar?
 Sim. A falta de um ou mais dentes leva a todo um desequilíbrio da mordida e da musculatura das regiões vizinhas, causando uma perda estética, com aspecto de envelhecimento, e principalmente causam problemas de mastigação e dores na região da articulação dos maxilares.
  
  1. Como saber se eu sou um candidato para tratamento como implante?
 Em qualquer situação que houve a perda de um, vários ou mesmo todos os dentes; em casos de insatisfação com a mastigação, próteses mal adaptadas, esteticamente desfavoráveis, e outras situações que podem ser discutidas com o seu dentista.

  1. Sou fumente, posso colocar implante?
 O cigarro prejudica a cicatrização e o processo de osseointegração do implante, sendo muitas vezes o motivo de falhas do tratamento, mas não é considerada uma contra indicação, sendo necessário uma conscientização do paciente para diminuir ou parar o hábito durante as fases do tratamento.
   
  1. Posso fazer a prótese definitiva no mesmo dia da cirurgia?
 Sim, em determinados casos. Trata-se do implante de carga imediata. Nestas situações as condições são favoráveis para a instalação da prótese, que é confeccionada no mesmo dia da cirurgia.
  
  1. Qual o tempo dura o tratamento?
 Depende de cada caso. Na maioria dos procedimentos com implantes convencionais deve-se esperar cerca de 4 a 6 meses para a união do implante com o osso, e assim realizar a confecção da prótese. Há situações específicas em que a prótese pode ser instalada em até 48 horas após a cirurgia, e outras, em que há necessidade de enxertos, tornando o tratamento mais longo
  
  1. Posso sofrer rejeição do implante?
 Não! O implante dentário é feito com titânio, um material biocompatível, portanto não é rejeitado pelo organismo. O que pode acontecer em raros casos é o insucesso por falha na união do implante com o osso.
   
  1. O que é enxerto ósse?
 Quando ocorre a perda de um dente, o osso que estava ao redor da raiz vai se perdendo gradativamente, em um processo chamado reabsorção óssea. Em casos que não há osso suficiente para fixação do implante, é necessário repor o osso perdido, através de cirurgias para a colocação do enxerto ósseo. Há diversas técnicas cirúrgicas e materiais utilizados no tratamento que vai depender da extensão e quantidade necessária. Os enxertos podem ser feitos previamente ou na mesma sessão da colocação do implante.
  
  1. A instalação do implante dói?
 Não. Todo o processo é realizado sob anestesia local. Nos primeiros dias pode ocorrer um pequeno inchaço por se tratar de um procedimento cirúrgico, porém é uma condição controlada com medicamentos que o dentista irá prescrever conforme a necessidade. O desconforto varia de acordo com a extensão da cirurgia e do próprio organismo do paciente, mas não deve causar transtornos significativos.

  1. Quais as contra indicações para a colocação do implante?
 Alguns casos em que há impossibilidade de realizar cirurgias orais por motivos de saúde do paciente, e deve-se evitar realizar na puberdade, enquanto há crescimento ósseo dos maxilares.

Fonte:Guia do implante

RISCOS DO PIERCING BUCAL

13:39
 O uso do piercing bucal, prática cada vez mais comum entre os jovens, oferece riscos para saúde .Mesmo com uma boa higiene bucal, os adeptos não estão livres de doenças, que pode variar de simples inflamações até casos mais graves, como o câncer. Segundo o estudo coordenado pelo Cirurgião- Dentista Artur Cerri, estomatologista da Universidade Santo Amaro (Unisa), biópsias realizadas na língua de 80 usuários de piercing mostram que , em 100% das pessoas, houve alterações histológicas.
A pesquisa durou um ano e foi concluída em abril de 2003.As pessoas avaliadas, a maioria homens na faixa dos 20 anos, usavam o piercing há dois anos e meio em média. Quanto mais tempo o usuário ficar com a jóia na boca, maior a chance de contrair doenças. "Houve ainda dois casos de virose oncogênica (vírus que leva ao câncer) pelo HPV no tecido aderido ao piercing".
Do ponto de vista intrabucal o piercing também pode provocar traumas dentais (trincas e fraturas), periodontopatias (retrações gengivais, bolsas periodontais, e inflamação das fibras periodontais com sensação de crescimento dentário associado à dor), halitose (mau hálito), feridas, alergias, infecções e inflamações locais.
A mucosa bucal é bastante sensível, ao contrário da pele, assim exige cuidados especiais por se muito mais vulnerável à lesões.
Uma das orientações atuais é o uso, como substituição do piercing bucal, o piercing dental, pode ser um cristal ou uma jóia de ouro ou pedra preciosa , colada ao dente com o uso de resina, que não danifica nem desgasta o esmalte, não necessita uso de anestésico, e pode se removido sem nenhum dano ao dente quando não houver mais interesse.

Referencia bibliográfica:
Cerri, Artur; Silva, Carlos Eduardo Ribeiro da; Santos, Plínio. "Estudos aponta riscos do piercing na língua", Jornal da A.P.C.D., junho de 2003. São Paulo, Brasil.

A boca e as doenças sexualmente transmissíveis.

09:47

Ao contrário do que muita gente pensa, sexo oral também é um caminho para contrair doenças sexualmente transmissíveis (DSTs). E em alguns casos, uma DST oral pode ser até mais difícil de diagnosticar e tratar. O cirurgião-dentista pode reconhecer os sintomas orais de uma DST e instruir o paciente a procurar um profissional de saúde para o correto diagnóstico.
Segundo a literatura científica internacional, muitos pacientes sequer consideram sexo oral como um autêntico intercurso sexual. Uma pesquisa publicada no jornal da Academia de Odontologia Clínica Geral dos EUA em 2002 revela que 60% dos universitários entrevistados não consideravam o contato oral-genital como prática sexual. E mais de 55% dos adolescentes consultados admitiram praticar atos de sexo oral.
Noventa por cento dos que contraíram o componente oral de uma DST – como gonorréia – eram provavelmente assintomáticos (não apresentam sinais evidentes de contágio).
Os outros 10% exibiam sintomas como inflamação ou edema gengival e hemorragia. Estes sintomas lembram os sinais de outra doença, a dolorosa gengivite necrosante ulcerativa aguda (GUNA). Esta doença, ao contrário da gonorréia, tem um odor desagradável.
Alguns pacientes com manifestações orais de DSTs também apresentam sintomas parecidos com os de uma gripe. È possível ainda que uma DST possa permanecer assintomática na boca.
Segundo dados do Programa Nacional de DST e Aids do Ministério da Saúde referentes a 2003. a sífilis acomete 937.000 pessoas; gonorréia, 1.541.800; clamídia, 1.967.200; herpes genital, 640.900; e HPV, 685.400. Para reduzir o risco de contaminação através de sexo oral, a Associação Brasileira de Odontologia (ABO Nacional) orienta os pacientes a seguir as instruções das autoridades de saúde: praticar sexo seguro e usar camisinha ou barreira de látex.

Tratamento mordida aberta anterior

16:26

Vídeo: Instalação de Mini-implante

12:27