Mostrando postagens com marcador Odontopediatria. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador Odontopediatria. Mostrar todas as postagens

Odontopediatria

08:00

Amamentação

18:02

Crianças aleitadas no peito têm melhor desenvolvimento mental e maior equilíbrio emocional.
Amamentação e a odontologia. A amamentação tem sido incentivada por ser o leite materno não só o alimento mais completo e digestivo para crianças de até um ano de idade, como também por ter ação imunizante, protegendo-as de diversas doenças. A amamentação é gratificante para a mãe e interfere beneficamente na saúde da mulher, por exemplo, diminuindo a probabilidade de câncer de mama, ajudando na involução do útero e na depressão pós-parto. Hoje, diz-se que o leite materno é ecologicamente correto, pois não consome recursos naturais em sua produção e não gera lixo, como ocorre com os leites artificiais, além de ser mais barato. Porém, poucos sabem que a amamentação tem reflexos futuros na fala, respiração e dentição da criança.
Um exercício muito Importante. Quando a criança é amamentada, está não só sendo alimentada, como também fazendo um exercício físico importante para desenvolver sua ossatura e musculatura bucal. Ao nascer, o bebê tem o maxilar inferior muito pequeno, que irá alcançar equilíbrio no tamanho em relação ao maxilar superior tendo seu crescimento estimulado pela sucção do peito. Toda a musculatura bucal é desenvolvida, músculos externos e internos, que, solicitados, desenvolvem os ossos. Mamar no peito não é fácil, daí o bebê ficar bastante transpirado. Esse exercício é o responsável inicial no crescimento harmonioso da face e dentição. Usando mamadeira, esse exercício é quase inexistente, e a preferência do nenê pela mamadeira vem da facilidade com a qual ele ganha o leite, principalmente quando este flui por um furo generoso no bico. Para exercitar-se com maior eficiência, a posição durante a mamada é importante: a criança deverá ficar o mais verticalizada, o que também facilita a deglutição do leite.
Uma atitude na tentativa de evitar apinhamento dental (dentes "encavalados"). Maxilares melhor desenvolvidos propiciarão um melhor alinhamento da dentição, diminuindo a necessidade futura do uso de aparelhos ortodônticos. Músculos firmes ajudarão na fala. Durante a amamentação, aprende-se a respirar corretamente pelo nariz, evitando amigdalites, pneumonias, entre outras doenças. Quando a criança respira pela boca, os dentes ressecados ficam mais expostos à cárie e as gengivas ficam inflamadas, os maxilares tendem a sofrer deformações e os dentes, a ficar "encavalados", aumentando também o processo de cárie.
A amamentação prepara o bebê para a mastigação. A mamadeira costuma tornar-se uma companheira para a criança ao longo de anos, habituando-a a uma dieta mole e adocicada, que aumenta o risco de cáries (cárie de mamadeira); a criança tende a recusar alimentos que requeiram mastigação. Depois da amamentação, a mastigação correta continuará a tarefa de exercitar ossos e músculos. A amamentação prepara a criança para a mastigação. Muitas mães reclamam que seus filhos, já crescidos, não mastigam corretamente e recusam verduras e frutas, apreciando apenas doces e iogurtes. Esquecem-se essas mães de que o que os habituou a essa dieta foi o uso prolongado da mamadeira. Mastigação incorreta pode levar também a problemas de obesidade e de estômago.
Evitando Hábitos prejudiciais. Atrelada à mamadeira, vem a chupeta, que também é usada normalmente por muito tempo, e o hábito de chupar o dedo, afetando o posicionamento dos dentes e trazendo também conseqüências danosas à fala e à respiração.
Abandonando a mamadeira. Desmame - é a transição da amamentação para a alimentação semi-sólida e sólida. Este período é uma fase que exige cuidados tanto pela possibilidade de administração de alimentos inadequados, quanto pelo risco de contaminação dos mesmos, favorecendo a ocorrência diarréica e desnutrição. A OMS/UNICEF recomenda que o lactente (o bebê) deva ser amamentado exclusivamente ao seio materno até o sexto mês de vida e a partir daí receber a complementação de outros alimentos.
Prevenindo a cárie. A primeira consulta odontológica de uma criança deveria ser antes do nascimento de seu primeiro dentinho. Nesse primeiro encontro, o odontopediatra orientaria a respeito da higienização, dieta e como proceder quando os dentes começarem a irromper e a incomodar o bebê. Entre outras coisas, aconselharia os pais a acostumarem-se a levar seus bebês ao dentista, assim como os levam ao pediatra, no sentido de se poder acompanhar de perto o desenvolvimento destes na tentativa da erradicação da doença cárie.


Referências: REVISTA DA APCD V. 51, Nº 4, JUL/AGO1997. Orientações sugeridas por Ana Maria Lancia Sousa - Odontopediatra e Orientadora de Gestantes na Prefeitura de Atibaia.
http://www.rgnutri.com.br/sqv/criancas/dapav.php

Selante: o dente blindado contra o perigo da doença cárie

13:56
Os dentes posteriores, aqueles situados no fundo da boca, lá atrás, são, pela ordem, de trás para a frente: os molares, presentes na dentição de leite e na permanente, e os pré-molares, que existem apenas na dentição permanente.

Esses dentes têm um formato mais achatado e, na superfície oclusal, isto é, na região onde mastigamos, mordemos e trituramos os alimentos, existem pontas, chamadas cúspides, cercadas de muitas ranhuras, reentrâncias e depressões, denominadas fissuras ou fóssulas.
Nos molares decíduos, ou de leite, as fissuras são mais largas que as encontradas nos molares permanentes, estas estreitas e mais profundas.
Com muita facilidade, a placa bacteriana e os restos alimentares se depositam nesta região acidentada e irregular, acumulam-se e ficam ali retidos.
Ao escovar os dentes, as cerdas da escova, que são maiores que esses sulcos, não conseguem penetrá-los, não alcançam o seu fundo e, como conseqüência, não removem os resíduos dessa área.
O primeiro molar permanente, conhecido como “molar dos seis anos”, deve ser bem observado neste aspecto, uma vez que possui fóssulas e fissuras muito pronunciadas, estreitas e profundas. Esses dentes nascem atrás do último molar de leite, lá no fundo da cavidade bucal, numa época em que a boca da criança ainda é pequena e numa fase em que a criança ainda não adquiriu um controle efetivo da escovação.
Assim, são dentes que ficam prejudicados na higienização, passando a ser mais susceptíveis à lesão da doença cárie, que se inicia exatamente nesta região irregular das fissuras. Tanto é verdade, que o primeiro molar permanente é um dente que, na maioria das pessoas, apresenta-se restaurado, com canal tratado, muitas vezes até extraído.

  • Da "odontotomia profilática" até o selante

Antigamente, no início do século passado, era comum adotar-se um procedimento denominado “odontotomia profilática”, um nome esquisito, que queria dizer algo oposto às conveniências, ou seja, a proposta de se remover todas as fissuras e fóssulas, com auxílio de uma broca, de maior tamanho, fazendo-se uma cavidade no dente e colocando-se ali um material obturador, que, na época, era uma liga metálica, o famoso amálgama de prata.
A ciência odontológica, com o passar dos anos, buscou uma substância capaz de permear por entre as fissuras, sem danificar o tecido dental, calafetando e vedando as fendas, obliterando-as, de maneira a formar uma película protetora, protegendo o dente dos restos alimentares e da placa bacteriana e, finalmente, impedindo a instalação de lesões da doença cárie.
Foi, então, que se chegou ao atual “selante”. Material plástico transparente, branco ou matizado, usado para "pincelar" as superfícies rugosas dos dentes posteriores (pré-molares e molares), e trabalhar a favor de sua proteção, resguardando-o como uma barreira ou uma película protetora, enquanto reveste e cobre a superfície mastigatória dos dentes, para facilitar a sua limpeza e reduzir o risco da doença cárie.

  • Quem pode e deve se valer dessa útil ferramenta?

As crianças são muito beneficiadas pelo uso dos selantes, que são aplicados naqueles dentes que recém erupcionaram. São recomendados para todas as crianças, mesmo aquelas que recebem aplicações tópicas de flúor ou que vivem em cidade com água fluoretada, porque a ação do flúor é mais efetiva nas superfícies lisas do dente e o selante age na região das fissuras.
A aplicação do selante é um procedimento simples: um material que escoa e penetra nas fissuras e ranhuras do esmalte dentário. No entanto, deve ser aplicado após uma cuidadosa limpeza e requer adequado controle do campo, para que os dentes estejam bem secos, antes da aplicação.
Além das crianças, seu uso é recomendado a adolescentes e adultos sem disciplina alimentar, que consomem substâncias açucaradas e guloseimas, que utilizam medicamentos, que diminuem o fluxo salivar ou que apresentam mancha pré-cariosa nos sulcos e fissuras, pois são pessoas que tendem a alto risco de cárie e que também podem ser beneficiadas pela aplicação de selantes.
Dentes com sulcos e ranhuras rasas, que permitam a limpeza com a escova, a princípio, não necessitam de selantes, ficando a critério do profissional dentista a sua indicação.
Por fim, há de se observar um detalhe da maior importância: mesmo que o dente tenha recebido a proteção do selante, não estará livre do perigo da cárie para sempre. Isso porque, durante a mastigação, pode ocorrer um desgaste natural dessa película protetora e, mesmo por isso, para manter o efeito protetor, há necessidade de verificação periódica pelo dentista, que determinará se é necessária a sua reaplicação.
Não deixe de perguntar ao seu dentista se você e seu filho podem se beneficiar com a aplicação de selantes em seus dentes posteriores.

Referências
Profª. Dra. Maria Cristina Ferreira de Camargo - odontopediatra;
Dr. Roberto Mariani - cirurgião buco-maxilo-facial.

Fonte: odontologika

Dentista 3d - cronologia dos dentes

19:12

Quais são os cuidados bucais que deve se ter com bebês?

15:50
Muitas são as dúvidas a respeito da saúde bucal de crianças recém nascidas até o nascimento dos primeiros dentinhos. As mais freqüentes costumam ser: quando devo levar meu filho pela primeira vez ao dentista? Devo me preocupar com a higiene oral do meu bebê? Como devo fazê-la? Quando deve se iniciar o uso de creme, escova e fio dental? Até que idade posso deixar meu filho chupar bico? E mamar na mamadeira? Quando meu filho vai conseguir escovar os dentes sozinho? Com certeza a maioria dos pais se fazem estas perguntas em alguma época da vida dos seus filhos. Este artigo tem como principal objetivo responder a estas perguntas objetivamente, esclarecendo assim, todos esses mitos que existem na odontologia para bebês.
Antes de responder as perguntas acima, é muito importante falarmos sobre a contaminação e transmissão precoce por microorganismos cariogênicos (bactérias causadoras da cáries). Essa transmissão ocorre pelos contatos freqüentes entre a mãe e o bebê. Por exemplo, beijinhos na boca, ao assoprar e provar o alimento antes de dar ao bebê, chupar a chupeta antes de dar a criança, etc. A mãe não precisa ter cárie para que ocorra essa contaminação, basta que tenha um grande número de bactérias na boca. As bactérias que causam a cárie se instalam somente após a erupção do primeiro dentinho.
Antes da erupção (nascimento) dos dentes é necessário que seja realizada a higiene do leite que fica estagnado nos cantos da boca com uma gaze ou fralda limpa após cada mamada. Deve-se molhar a pontinha da fralda ou a gaze com a mistura de uma colher de sopa de água oxigenada 3 vol. em três colheres de água (essa mistura pode ser feita em grande quantidade e armazenada para uso), limpar a língua, bochecha e possíveis dentinhos que estão nascendo, friccionando as superfícies.

Realização da higiene bucal em bebês

Também poderá ser feita a estimulação da gengiva com dedeiras especiais envoltas no dedo indicador do adulto, pois, ao cuidar da boquinha do bebê desde cedo, a mãe estará criando um ambiente sadio e ideal para a chegada dos primeiros dentinhos, além de motivar o filho a ter bons hábitos de higiene. Dedeira especial para estimulação e higiene oral de bebês. A higiene com a escova dental deve se iniciar logo após a erupção do primeiro dentinho.
Para isso, deve se escolher a escova adequada, com cabeça pequena, cerdas macias e arredondadas e cabo longo para facilitar o trabalho dos pais. Muitas crianças gostam de realizar a escovação sozinhas, porém ainda não têm coordenação motora para isso, então, deve ser sempre supervisionada pelos pais. O uso do creme dental pode ser feito a partir do momento que inicia-se a escovação, porém, até os 3 anos de idade a criança normalmente não consegue cuspir, devendo assim, os pais fazerem uso de um creme dental sem flúor. A quantidade deve ser semelhante ao tamanho de um grão de ervilha e a colocação na escova deve ser feita pelos pais.
O uso do fio dental é de extrema importância para higiene dos locais aonde a escova não chega, o hábito de sua utilização deve ser iniciado quando a criança já possui os quatro dentinhos anteriores. Os pais que devem realizar esta tarefa também.
Não há nenhuma restrição sobre o aleitamento materno e a amamentação noturna (desde que não contenha açúcar) quando o bebê é menor de 6 meses. Vale lembrar que a criança que mama no peito até aos 6 meses de idade, pelo menos, tem uma menos possibilidade de adquirir hábitos de sucção não nutritivos, como sucção do dedo e da chupeta. Após a erupção dos primeiros dentinhos, por volta dos 6 meses de idade, o aleitamento e amamentação noturnos devem começar a ser controlados para que o desmame noturno ocorra por volta dos 12 meses de idade.
Os hábitos não nutritivos como chupar o dedo e a chupeta devem começar a ser removidos a partir dos 2 anos de idade, antes disso eles podem fazer parte da vida da criança pois elas estarão na fase oral de desenvolvimento.
Vale lembrar que os hábitos podem ocorrer até a idade prevista desde que não seja colocada nenhuma substância para adoçar, como açúcar e mel, nem na chupeta, nem na mamadeira. O leite deve ser puro, sem misturas como achocolatados ou outros.
A primeira consulta ao dentista deve ser realizada antes mesmo da erupção do primeiro dentinho para que os pais sejam orientados corretamente e que sejam esclarecidas todas as dúvidas quanto a saúde bucal de seus filhos.

Fonte: ciclovittal.com

Tratamento endodôntico de molares decíduos humanos com necrose pulpar e lesão periapical.

12:54
RESUMO
O objetivo desta pesquisa  foi avaliar radiograficamente, a efetividade de duas técnicas endodônticas em dentes decíduos humanos com polpa necrosada, apresentando lesão de furca e/ou periapical crônica. Foram selecionados 51 primeiros e segundos molares inferiores decíduos, os quais foram divididos em dois grupos: Grupo I ( 28 dentes ) - pulpotomia  com curativo de formocresol entre sessões e obturação da câmara coronária com óxido de zinco e eugenol, e Grupo II (23 dentes) - pulpectomia com curativo com pasta de hidróxido de cálcio (Calen) entre sessões e obturação dos canais radiculares com pasta de hidróxido de cálcio (Calen) espessada com hidróxido de cálcio p.a.. Foram realizadas radiografias padronizadas no ínicio do tratamento e aos 3, 6, 9 e 12 meses  de pósoperatório. As radiografias foram escaneadas e inseridas num programa de computador, o qual possibilitou a delimitação da área da lesão fornecendo a sua medida. através dos dados obtidos observou-se que a área da lesão reduziu em ambas as técnicas, com o aumento do período pós-operatório, tendo o formocresol promovido uma redução de 85,96% da área média da lesão, a qual foi estatísticamente diferente daquela produzida pelo hidróxido de cálcio, 73,47%, no final de 12 meses de observação.

A expressão sociocultural do uso da chupeta – Enfoque epidemiológico

08:40


Isabel Cristina G. Leite  ( bel@ufjf.br )
- Pós graduada em Odontopediatria pela UFRJ
- Mestra em Saúde Pública pela Escola Nacional de Saúde Pública FIOCRUZ
- Profa. de Odontopediatria e Psicologia Aplicada na UFJF (MG)Maria Eugenia Tollendal
- Professora visitante UFJF coordenadora do Programa Prev-Ação

O hábito de sucção de chupeta por crianças de 3 a 7 anos, além de complicações de ordem estomatológica, carrega em si um complexo envolvimento psicológico e cultural. A abordagem e o método selecionado pelo cirurgião-dentista para eliminação deste hábito nocivo em seu paciente deverá levar em consideração estes diferentes aspectos, buscando, com isto, evitar transferências e, definitivamente, corrigir o vício.

INTRODUÇÃO
                        O exagerado uso da chupeta, extrapolando os limites toleráveis, leva a um evidente prejuízo físico e psíquico para a criança usuária. Este malefício é caracterizado não só pelas sequelas referentes à oclusão, como , especificamente, é grande o aumento do índice cariogênico, dos problemas periodontais, além dos aspectos psicológicos envolvidos.   
                        As disparidades sócio-culturais do uso da chupeta, bem como suas similaridades, destacam-se no “animismo” e  simbolismo que circunscrevem o próprio “ato cultural”em si.   
                        O primitivismo deste simbolismo merece destaque no que tange à projeção e à contextualização do uso da chupeta no espectro sócio-cultural. O condicionamento ambiental e cultural deste uso pode conduzir a novos riuais substitutivos ao longo da vida, tanto em seus aspectos públicos quanto privados, ultrapassando as fronteiras disciplinares de investigação e reflexão teórico-prática. Além disso, há de se considerar a manipulação econômica em torno do produto, sugerindo recepções diferentes da população em torno de seu “merchandising”.   
                        A pesquisa justificou-se pela sedimentação social de  uma verdadeira “cultura da chupeta”, evidenciada pelos múltiplos traços culturais a serem pesquisados. Destacou-se também que o uso prolongado da chupeta acarreta evidentes prejuízos para a saúde psicofisiológica de seu usuário. Este prejuízo é caracterizado não só pelas sequelas ocluso-anátomo-fisiológicas, como as ligadas especificamente à saúde bucal (cárie, periodontopatias..), mas também às áreas emocionais e afetivas, quando a chupeta é usada como substitutivo vicioso das múltiplas carências afetivas e nutricionais.   
                        A ausência quase total do tema na literatura (nesta abordagem holística) e o grande número de crianças portadoras deste vício, levam ao interesse pelo trabalho.   

Pulpotomia de Dentes Decíduos com Mineral Trióxido Agregado (MTA). Caso Clínico.

16:35

Resumo: 
O Agregado de Trióxido Mineral (MTA) é um material composto por partículas de óxidos minerais, que foi introduzido recentemente na Medicina Dentária. O caso clínico apresentado exemplifica o uso do MTA no tratamento pulpar de dentes decíduos vitais (pulpotomia) e tem por objectivo discutir as vantagens e limitações do uso do MTA neste tratamento específico de Odontopediatria.

Bruxismo na infância

12:40
Resumo:
O bruxismo é a atividade parafuncional do sistema mastigatório que inclui apertar ou ranger os dentes em atividades não funcionais do sistema estomatognático. O grande aumento das forças oclusais geradas pelo bruxismo resulta em cargas extras não só na dentição, mas também em todo o sistema estomatognático, podendo causar efeitos variados como danos à ATM, aos músculos, ao periodonto e à oclusão. Não existe uma etiologia única para o bruxismo; assim, as diferentes formas de tratamento devem ser individualizadas para cada paciente. Com base na revisão da literatura, os autores apresentam e discutem os principais fatores etiológicos, as conseqüências e os possíveis tratamentos para o bruxismo em crianças.

Avulsão traumática anterior na dentição decídua

10:08

Resumo
O objetivo dessa pesquisa foi através   de   questionário,  coletar dados de odontopediatras do município de Aracaju-SE referentes à conduta e metodologia de prevenção empregada diante de avulsão traumática anterior na dentição decídua e sobre os danos que a mesma pode causar na dentição permanente, confrontando esses dados com os da literatura. Pode ser verificado que não existe consenso referente ao reimplante ou não de dentes avulsionados. Em relação aos danos que podem acometer a dentição permanente após avulsão traumática na dentição decídua, os resultados mostraram que 40% dos profissionais citaram prejuízo ao permanente, 40% citaram hipoplasia de esmalte e 20% citaram atraso na erupção do permanente. Além disso, em relação à orientação fornecida aos pacientes 38% dos profissionais citaram o pronto atendimento, 26% citaram orientação quanto a técnicas de armazenagem, 12% citaram cuidados com a dieta, 9% citaram medicação, 9% citaram acalmar a criança no momento do trauma, 03% citaram compressa de gelo e 03% citaram acompanhamento periódico. Pode-se concluir também que, programas educacionais para pacientes devem existir e fornecer informações sobre o trauma, como evitá-los e os benefícios de um atendimento imediato. Isso reduziria consideravelmente os casos de danos traumáticos e suas sequelas.

DENTES DECÍDUOS "DENTES DE LEITE"

17:09
Tratamos os dentes decíduos, comumente chamados de dentes de leite para que a criança seja um adolescente e depois um adulto com a boca saudável, sem cáries, sem doenças gengivais e com uma boa mastigação, deglutição, fonação e estética.Os dentes de leite são importantes, pois preparam o caminho para a erupção dos dentes permanentes, servindo de guia para esses nascerem de forma correta. A perda prematura dos dentes decíduos, ou de leite, é considerada hoje em dia como um dos fatores de origem e desenvolvimento de uma articulação anormal dos dentes permanentes ou definitivos. Os dentes de leite começam a erupcionar por volta dos 4 a 6 meses, somam um total de 20 dentes e espera-se que aos 2 ou 2 anos e meio de idade todos os dentes de leite estejam em ação.
OS DENTES DE LEITE TAMBÉM TÊM CÁRIES?
Sim. A cárie dentária é uma doença transmissível, causada pelas bactérias da placa bacteriana, que transformam os açucares da dieta alimentar em ácidos que atacam os dentes.
O QUE É A PLACA BACTERIANA?
É uma película viscosa, composta por bactérias, que adere aos dentes. A placa bacteriana produz ácidos que atacam os dentes e as gengivas.
É fundamental a orientação dos pais, sempre reforçada pelo pediatra, para criar e estimular hábitos saudáveis quanto à saúde bucal de seus filhos. Exemplos: frequência de escovação, hábitos alimentares, uso do fio dental, medidas preventivas e visitas regulares ao dentista.
DICAS AOS PAIS:
    * Até os 6 meses de idade, o ideal é uma alimentação exclusivamente com leite materno, o que retarda a ingestão de alimentos açucarados e a superalimentação.

    * Quanto mais tarde o contato da criança com o açúcar, melhor. Crianças com contato precoce com açúcar tendem a recusar alimentos mais saudáveis.

    * Os pais devem supervisionar a escovação das crianças ao menos 3 vezes ao dia (depois do café da manhã, do almoço e do jantar)

    * Um creme dental com gosto agradável pode facilitar o aprendizado com a escova, mas evite que a criança engula a pasta de dente.

    * Evite o consumo exagerado de balas, doces, chocolates fora de hora. É melhor oferecer como sobremesa, higienizando logo após.

    * A frequência com que ingerimos açúcar é mais prejudicial para os dentes do que a quantidade.

    * Não deixe de visitar o odontopediatra a cada 6 meses para tratamento preventivo, como flúor, selantes e reforço nas orientações de higiene bucal.

    * A própria mãe, muitas vezes, acaba passando a bactéria para a criança. Os pais não devem, por exemplo, soprar ou provar a comida do filho ou beijar a criança na boca.
É importante identificar quando o primeiro molar permanente aparece (por volta dos 6 anos de idade). Esse dente não é trocado como os dentes de leite, e a higienização bucal deve ser bastante efetiva para que esse dente permaneça na boca ao longo da vida desta criança. Se conseguirmos manter uma criança sem cáries, ela provavelmente nunca mais as terá, nem na adolescência, nem na idade adulta.

Cronologia do nascimento dos dentes

18:59
Dentes Decíduos ( de Leite)

Os dentes de leite, como o próprio nome dá a entender, são os nossos primeiros dentes, aqueles que começam a nascer enquanto somos bebés (até aproximadamente os 3 anos de idade) e que nos acompanham ao longo dos primeiros anos de vida. A ordem de nascimento dos dentes de leite é, geralmente, a seguinte:
  • 6-12 meses: dentes incisivos inferiores
  • 7-10 meses: dentes incisivos superiores
  • 9-12 meses: dentes laterais superiores e inferiores
  • 12-18 meses: primeiros molares superiores e inferiores
  • 18-24 meses: caninos superiores e inferiores
  • 24-30 meses: segundos molares inferiores e superiores



Dentes Permanentes 
 
6 - 7 Anos
  • Incisivos centrais inferiores
  • Primeiros molares inferiores
  • Primeiros molares superiores
7 - 8 Anos
  • Incisivos Laterais inferiores
  • Incisivos Centrais Superiores
8 - 9 Anos
  • Incisivos Laterais Superiores 

9 - 10 Anos
  • Caninos Inferiores

10 - 11 Anos
  • Primeiros pré-molares superiores

10 - 12 Anos
  • Primeiros pré-molares inferiores
  • Segundo pré-molares inferiores

11 - 12 Anos
  • Segundos pré-molares inferiores
  • Caninos Superiores

11 -13 Anos
  • Segundos Molares Inferiores

12 -13 Anos
  • Segundos molares superiores

17 - 21 Anos
  • Terceiros molares inferiores (dentes do ciso)
  • Terceiros molares superiores (dentes do ciso)


Odontologia Infantil

18:35

O que é Odontopediatria?

A odontopediatria é o ramo da odontologia que cuida da saúde bucal das crianças. Hoje sabemos que o grande medo que as pessoas têm de enfrentar a cadeira do dentista é devido às experiências negativas que tiveram quando crianças. Por esse motivo, o trabalho do odontopediatra é tão importante.

São eles os responsáveis pela higiene não só das crianças que já tem dentinhos, mas também dos bebês e das gestantes. Aliás, as mães devem procurar esses profissionais ainda durante a gravidez, enquanto ainda tem um tempinho sobrando, para se informar sobre os cuidados que devem ter a partir do nascimento.
O tratamento para crianças também requer cuidado especial. Os pequenos precisam de maior atenção e psicologia para que a visita ao dentista não vire uma tortura. O ambiente também deve ser atrativo, ajudando a criança a se sentir confiante e descontraída.
É importante que os pais conversem com o odontopediatra sobre qualquer experiência ruim que a criança tenha tido para que o profissional saiba ajuda-lo a lidar com esse medo e o tratamento ocorra da melhor maneira possível.



A Gestante no Dentista
As futuras mamães podem, e devem, cuidar dos seus dentes, independente do período de gestação. O dentista irá decidir quais procedimentos podem ser realizados e em qual período. É importante que a gestante com necessidade de tratamento procure o dentista logo no começo da gestação, para que o dentista decida o momento e o procedimento mais oportuno. Normalmente, esse momento é no segundo trimestre da gestação, período de maior estabilidade da mamãe e do bebê.
O nível de saúde bucal da mãe tem relação com a saúde bucal da criança. Portanto, hábitos saudáveis de higiene bucal e uma boa alimentação devem ser adotados desde a gravidez. Para ter uma alimentação equilibrada, a gestante deve evitar a adição de açúcar, já que o açúcar natural dos alimentos é suficiente para a saúde da gestante e o do bebê.
Aquela história que durante a gravidez os dentes da mãe ficam mais fracos e apresentam problemas não têm nenhum fundamento. O aparecimento de cárie nesse período está relacionado apenas à mudança da dieta da gestante, mas de nenhuma forma à gravidez em si. Com uma dieta balanceada e uma boa higiene bucal, os dentes da mãe e os do bebê não serão prejudicados
Os dentes de leite são sim importantes e merecem todo o cuidado. São eles que guiam o nascimento dos dentes permanentes, que abrem os espaços para a dentição posterior e são essenciais para uma boa mastigação e para a fala.

A saúde dos primeiros dentinhos motiva a saúde dos dentes permanentes.
Os primeiros dentes nascem ao redor do sexto mês de vida, mas a limpeza da boca deve começar antes, com uma gaze ou fralda molhada em água filtrada, passe por toda a boca da criança, limpando gengiva, bochechas e língua.
Assim, desde pequenina a criança se acostuma com a intervenção na boca, não dando trabalho quando começar a ir ao odontopediatra e com hábitos orais corretos.
Fase pré-escova - Cada idade tem um jeitinho de fazer a limpeza da boca do bebê. Logo que os dentinhos nascem, a gaze ou fralda é substituída por uma dedeira. Da dedeira, a escova de dente infantil já é recomendada. O fio dental é recomendado assim que os primeiros dentes surgem.
O uso de creme dental só deve ser usado sob orientação do odontopediatra, que indicará quando e qual creme usar, já que para os pequenos não pode conter flúor devido à imaturidade da deglutição - a criança ainda não está suficientemente preparada para engolir todo o flúor que, em excesso, pode fazer mal à saúde dos dentes permanentes.
Cárie de mamadeira - Existe um mal que acomete cerca de 60% das crianças de até três anos de idade e que pode ser evitada com algumas atitudes: a cárie de mamadeira, provocada principalmente pela alimentação noturna da criança (seja o leite materno ou não) seguida do sono sem a devida higienização.
A saliva tem uma ação protetora dos dentes e ajuda a manter a boca limpa, mas durante o sono, a quantidade de saliva diminui, favorecendo a rápida instalação da cárie.
A cárie de mamadeira provoca muita dor e ataca todos os dentes da criança em um curto espaço de tempo, provocando mau hálito, deficiência na mastigação e na fala, além de ficar com uma estética feia. Se a mamãe observar manchas brancas opacas nos dentinhos do seu filho, leve imediatamente ao dentista. Essa machinha é o início da cárie.
Outros fatores que provocam a cárie de mamadeira são o uso excessivo de açúcares na alimentação da criança e o hábito que algumas mamães têm de adoçar a chupeta para acalmar o bebê e fazê-lo dormir.
Como a cárie é ima doença infecciosa, isto é, passa de pessoa para pessoa, evite assoprar a comida da criança, dividir o mesmo talher ou beijar a sua boca, pois se estiver com cárie, pode contagiar a criança.
A boa higienização oral desde bebê é um bom começo para uma dentição saudável no futuro.


A primeira visita ao dentista
É com seis meses de vida que começam a aparecer os primeiros dentinhos do bebê. E é também nesse momento que deve acontecer a primeira visita ao odontopediatra. Normalmente, os dois dentes inferiores da frente são os primeiros a nascer, seguidos pelos dois de cima. Até os dois ou três aninhos de vida da criança vão surgindo os outros dentes de leite.
Os odontologistas recomendam que crianças e adolescentes visitem o dentista a cada seis meses. Esse é o tempo ideal para detectar qualquer início de cárie e conseguir combate-la sem que o dente tenha que ser restaurado.
Se a primeira consulta do bebê acontecer logo que aparecer o primeiro dentinho, os pais podem ser orientados a acompanhar a erupção dos outros dentes e assim, possivelmente, a criança nunca terá uma cárie.
Outra vantagem de começar os cuidados cedinho é que a criança vai acostumando com o ambiente, com os profissionais e com os procedimentos. Se na primeira consulta a criança já apresenta uma cárie, ela terá que ser submetida à anestesia para fazer a obturação. Muitas vezes, a visita é tão tardia que a criança precisa tratar o canal ou até mesmo extrair o dente.
Então, é bom lembrar. Para que a criança não sofra nem fique traumatizada, o melhor é prevenir!

Cuidando dos dentes do bebê
A limpeza da boca dos bebês é um assunto que merece toda atenção. Os pais devem aprender como manter os dentes limpos desde o momento que eles começam a aparecer.
Quando apenas os dentes da frente estiverem presentes a mãe pode usar dedeiras, gaze embebida com água, mas preferencialmente, escovas apropriadas para essa faixa etária. Assim que os dentes de trás nascem, a higienização com escova apropriada é imprescindível.
O uso da pasta de dente é importante. Atualmetne a recomendação é que o uso de creme dental convencional com flúor a partir da erupção dos primeiros molares decíduos (em torno de 14 meses), na quantidade equivalente a um grão de arroz, sob supervisão dos pais, entre uma a três vezes por dia, dependendo da disponibilidade dos pais. Antes desta idade, com a presença apenas dos dentes anteriores, a recomendação é que a limpeza seja feita com fralda ou gaze umedecida em água pura.
E lembre-se que a pasta nunca deve ser deixada ao alcance das crianças.

Cuidando dos dentes das crianças
Conforme a criança vai crescendo e mudando seus hábitos alimentares, a atenção com os dentes deve redobrar. Chega uma fase que eles não têm hora certa para comer, estão sempre com balas na boca, querem tomar um picolé em cada esquina, e carregam pacotes de salgadinhos aonde vão.
O ideal é que a criança escove os dentes sempre após as refeições e após ingerir alimentos doces que contém açúcar, como chocolate, bolo, pirulito, bolacha recheada, bala, brigadeiro e chiclete.Porém, como às vezes eles emendam uma guloseima atrás da outra, a melhor solução é estipular os horários.
De todas, a escovação antes de dormir é mais importante. Segundo a odontopediatra, a saliva protege os dentes contra cárie e quando dormimos a produção de saliva cai, deixando os dentes mais suscetíveis à ação das bactérias. Tão importante quanto a freqüência de escovação é a utilização de uma técnica de escovação correta e adequada para a faixa etária da criança, que deve ser ensinada pelo odontopediatra. O uso do fio dental após cada refeição também é tão essencial quanto à escovação.

O uso do flúor
O flúor é um elemento muito importante para a formação do biofilme, ou seja, a proteção dos dentes. Ele, em contato com a saliva, que contém cálcio, fortalece o dentinho. Por isso, devemos usar flúor sempre.

“Os cremes dentais contém a proporção exata de flúor que devemos usar diariamente”, diz a odontopediatra Bruna Montecchi. Além disso, todas as pessoas, adultos, crianças, bebês e gestantes devem ingerir diariamente uma baixíssima concentração de flúor sistêmico, encontrada na água de abastecimento da sua cidade.
“Por isso é importante ingerirmos sempre água filtrada, pois as águas minerais engarrafadas nem sempre apresentam essa concentração de flúor. O flúor sistêmico, além da importância para a formação dos germes dentários, é responsável pela manutenção do ph da nossa saliva, diminuindo os riscos de cárie e doenças gengivais”, ensina a dentista.
Além desse tratamento diário, os especialistas recomendam, de 6 em 6 meses, uma visita ao dentista, onde ele fará a remoção mecânica da placa bacteriana e aplicará o flúor numa concentração maior.

O flúor da pasta de dente, dos enxaguantes bucais e dos consultórios não pode ser ingerido. “O excesso de flúor pode causar uma fluorose, onde os dentes que irão erupcionar nascem com manchas brancas, além de causar dores de estomago, vômitos, diarréias entre outras complicações, se ingeridos em grandes quantidades”.



Os perigos da má higienização

Quando falamos da importância de escovar bem os dentes, a primeira coisa que vem à cabeça é, certamente, as cáries. Porém, o problema vai muito além das cáries!
Se a higiene oral é mal feita, pode causar uma série de problemas que vai se complicando e, conforme a gravidade, pode resultar na perda do dente. “A má higienização pode causar um acumulo excessivo de placa bacteriana que, além de cárie, causa tártaro resultando em uma inflamação na gengiva. Com o passar do tempo esta inflamação pode se tornar uma periodontite ou até mesmo a perda de um dente


Traumatismo dentário
Durante a infância é comum que as crianças, que levam milhares de tombos aprendendo a andar, correndo, brincando e andando de bicicleta, acabem batendo os dentes. Por isso, os pais devem saber como proceder no caso de um acidente para conseguir “salvar” o dente ou, pelo menos, diminuir o estrago.

No caso de pancadas, pode haver a fratura de uma parte ou a perda total do dente, por isso é importante procurar um especialista o mais rápido possível nesses casos de emergência.
O traumatismo pode afetar o dente de leite, ocasionando o seu amolecimento e comprometendo a dentição permanente. Em muitos casos, o dano é muito maior do que aparenta, por isso, um profissional deve avaliar a lesão através de radiografias. O dente pode começar a escurecer só dois ou três dias depois do acidente, o que é um indício da perda da vitalidade do dente.

Se houver fratura ou perda total do dente, os pais devem tentar conservá-lo em leite, soro fisiológico ou, se a criança for mais madura, conservá-lo sob a língua até chegar ao dentista, que tomará as providencias. Neste último caso, a criança deve ser bem orientada a tomar o cuidado de não engolir o dente ou o fragmento.