Resumo:A palavra afta literalmente significa “eu inflamo”, ou “eu ascendo” ou, ainda, “eu queimo”. Inicialmente, foi utilizada na Grécia por Hipócrates, o pai da Medicina, para identificar o “sapinho” ou candidose pseudomembranosa em crianças. Mais tarde, seu uso se estendeu para toda e qualquer ulceração nas mucosas.
O termo úlcera deve ser reservado a lesões de superfície sem tendência à reparação depois de duas semanas, enquanto a palavra ulceração pode ser aplicada àquelas lesões com tendência ao reparo, como acontece com as aftas bucais.
Muitas são as dúvidas a respeito da saúde bucal de crianças recém nascidas até o nascimento dos primeiros dentinhos. As mais freqüentes costumam ser: quando devo levar meu filho pela primeira vez ao dentista? Devo me preocupar com a higiene oral do meu bebê? Como devo fazê-la? Quando deve se iniciar o uso de creme, escova e fio dental? Até que idade posso deixar meu filho chupar bico? E mamar na mamadeira? Quando meu filho vai conseguir escovar os dentes sozinho? Com certeza a maioria dos pais se fazem estas perguntas em alguma época da vida dos seus filhos. Este artigo tem como principal objetivo responder a estas perguntas objetivamente, esclarecendo assim, todos esses mitos que existem na odontologia para bebês.
Antes de responder as perguntas acima, é muito importante falarmos sobre a contaminação e transmissão precoce por microorganismos cariogênicos (bactérias causadoras da cáries). Essa transmissão ocorre pelos contatos freqüentes entre a mãe e o bebê. Por exemplo, beijinhos na boca, ao assoprar e provar o alimento antes de dar ao bebê, chupar a chupeta antes de dar a criança, etc. A mãe não precisa ter cárie para que ocorra essa contaminação, basta que tenha um grande número de bactérias na boca. As bactérias que causam a cárie se instalam somente após a erupção do primeiro dentinho.
Antes da erupção (nascimento) dos dentes é necessário que seja realizada a higiene do leite que fica estagnado nos cantos da boca com uma gaze ou fralda limpa após cada mamada. Deve-se molhar a pontinha da fralda ou a gaze com a mistura de uma colher de sopa de água oxigenada 3 vol. em três colheres de água (essa mistura pode ser feita em grande quantidade e armazenada para uso), limpar a língua, bochecha e possíveis dentinhos que estão nascendo, friccionando as superfícies.
Realização da higiene bucal em bebês
Também poderá ser feita a estimulação da gengiva com dedeiras especiais envoltas no dedo indicador do adulto, pois, ao cuidar da boquinha do bebê desde cedo, a mãe estará criando um ambiente sadio e ideal para a chegada dos primeiros dentinhos, além de motivar o filho a ter bons hábitos de higiene. Dedeira especial para estimulação e higiene oral de bebês. A higiene com a escova dental deve se iniciar logo após a erupção do primeiro dentinho.
Para isso, deve se escolher a escova adequada, com cabeça pequena, cerdas macias e arredondadas e cabo longo para facilitar o trabalho dos pais. Muitas crianças gostam de realizar a escovação sozinhas, porém ainda não têm coordenação motora para isso, então, deve ser sempre supervisionada pelos pais. O uso do creme dental pode ser feito a partir do momento que inicia-se a escovação, porém, até os 3 anos de idade a criança normalmente não consegue cuspir, devendo assim, os pais fazerem uso de um creme dental sem flúor. A quantidade deve ser semelhante ao tamanho de um grão de ervilha e a colocação na escova deve ser feita pelos pais.
O uso do fio dental é de extrema importância para higiene dos locais aonde a escova não chega, o hábito de sua utilização deve ser iniciado quando a criança já possui os quatro dentinhos anteriores. Os pais que devem realizar esta tarefa também.
Não há nenhuma restrição sobre o aleitamento materno e a amamentação noturna (desde que não contenha açúcar) quando o bebê é menor de 6 meses. Vale lembrar que a criança que mama no peito até aos 6 meses de idade, pelo menos, tem uma menos possibilidade de adquirir hábitos de sucção não nutritivos, como sucção do dedo e da chupeta. Após a erupção dos primeiros dentinhos, por volta dos 6 meses de idade, o aleitamento e amamentação noturnos devem começar a ser controlados para que o desmame noturno ocorra por volta dos 12 meses de idade.
Os hábitos não nutritivos como chupar o dedo e a chupeta devem começar a ser removidos a partir dos 2 anos de idade, antes disso eles podem fazer parte da vida da criança pois elas estarão na fase oral de desenvolvimento.
Vale lembrar que os hábitos podem ocorrer até a idade prevista desde que não seja colocada nenhuma substância para adoçar, como açúcar e mel, nem na chupeta, nem na mamadeira. O leite deve ser puro, sem misturas como achocolatados ou outros.
A primeira consulta ao dentista deve ser realizada antes mesmo da erupção do primeiro dentinho para que os pais sejam orientados corretamente e que sejam esclarecidas todas as dúvidas quanto a saúde bucal de seus filhos.
Fonte: ciclovittal.com
Cisto, é o conteúdo de uma cavidade, de natureza diferente da cápsula onde se localiza. Existem cerca de cinqüenta tipos distintos de cistos, também conhecidos popularmente como tumores ou granulomas, possíveis de ocorrência na cavidade oral. Estão divididos em dois grandes grupos: os dos maxilares (tecidos duros) e os dos tecidos moles. Nos maxilares, podem envolver ou não um dente, sendo por isso chamados de odontogênicos ou não-odontogênicos. Nos tecidos moles, os mais comuns são o mucoso, mucocele, gengival, epidermóide, branquial e tiroglosso. Algumas vezes, identificam-se por alterações de volume apresentadas na palpação e noutras, por exames radiográficos. Dependendo de sua natureza e localização, podem ou devem ser objeto de biopsia para correta identificação de sua malignidade ou não. Alguns costumam ser recidivos, voltando depois de algum tempo de sua extirpação, motivo pelo qual é recomendado o exame preventivo da região, de tempos em tempos. O tratamento da maioria dos cistos é, quase sempre, cirúrgico, variando-se, de acordo com o tipo e a localização, a sua modalidade, que pode ser a extirpação, por via intra ou extra-bucal, a excisão, que envolve corte e amputação da área, a enucleação, em que ocorre um esvaziamento da área cística, a remoção conservadora, em que as estruturas adjacentes são preservadas e a curetagem, quando ocorre uma simples raspagem da área afetada. A decisão por uma ou outra alternativa de técnica é decisão do cirurgião, tendo, na maioria dos casos, a indicação orientada pela casuística vasta, encontrada na literatura especializada, onde as possibilidades já executadas são relatadas, comparando os sucessos de uma e outra, permitindo avaliar bem qual a mais adequada para aquele tipo e local de lesão. Daí se afirmar que o mais importante em um cisto é seu correto diagnóstico (identificação exata do tipo de cisto presente), já que este permite chegar ao melhor procedimento para sua intervenção e, por conseguinte, a sua cura definitiva.Resolver um problema por constatação de um cisto é, antes de mais nada, uma questão de busca de alívio pelas implicações que, se não tratado, este pode trazer. Uma biópsia é a garantia de que o mesmo não está mais presente e comprovar sua benignidade, que diga-se de passagem, estatisticamente é bem maior do que a malignidade. Postergar decisões quanto à intervenção em formação cística é permitir que este vire trauma, dada a tendência que muitos têm de, com o tempo decorrido sem solução, sempre pensar no pior. E retardar o tratamento é a pior decisão para os cistos, visto que, em sua maioria, o tempo só faz aumentá-los, aumentando, com isto, a área que demandarão na sua intervenção, exigindo, com mais tempo, reparações maiores ou deixando cicatrizes grandes ou seqüelas, que, se realizados no tempo certo, muitas vezes nem ficam.Seu dentista irá orientar-lhe, nos casos mais complexos, a procurar um cirurgião bucomaxilo facial, que é o especialista por excelência para intervir nestes casos. Se forem pequenos, como é a maioria dos casos, as intervenções são realizadas no próprio consultório, demoram o tempo de uma consulta, dificilmente passando de uma hora. Para os casos mais complexos, você poderá pedir a seu dentista, além da indicação de um bom cirurgião, que ele o acompanhe durante a cirurgia, de forma que você se sinta mais seguro e que ele, por ser seu amigo, possa depois lhe relatar com confiança o seu prognóstico (previsão para o pós-operatório)
Autor: Antônio Inácio Ribeiro
Livro: 100 motivos para ir ao dentista
A seguir, será apresentada a sequência clínica para a técnica direta-indireta:
- seleção da cor;
- remoção da restauração insatisfatória ou do tecido cariado;
- dar preferência ao isolamento absoluto;
- adequação da cavidade para uma restauração indireta, como: paredes levemente expulsivas, com profundidade de 2mm, margens cervicais preferencialmente supragengivais, onde as áreas retentivas poderão ser preenchidas com ionômero de vidro;
- isolamento da cavidade com material específico (Rubber-Sep / Kerrlab);
- posicionamento de um sistema matriz;
- inserção da resina composta em dois ou três incrementos;
- confecção da anatomia oclusal com mínimo de excesso;
- fotopolimerização
- remoção da restauração do preparo;
- remoção da película de isolamento (Rubber-Sep);
- fotoativação adicional em todas as faces da peça (no mínimo 40 segundos, em cada face);
- polimento das superfícies proximais;
- teste da adaptação e verificação da relação de contato;
- cimentação;
- ajuste oclusal;
- acabamento e polimento;
- testes das margens para verificação de integridade.
Resumo:
Os odontomas são anomalias de desenvolvimento relativamente comuns e se originam do crescimento diferenciado de células epiteliais e mesenquimais que potencializam funcionalmente odontoblastos e meloblastos. Essas lesões são comumente encontradas como causa da não erupção de algumas unidades dentárias e devem ser submetidas à avaliação e tratamento criterioso. A proposta deste artigo é ilustrar o potencial de erupção de um segundo molar inferior impactado após remoção cirúrgica de um odontoma complexo numa paciente de 13 anos de idade.
Resumo:
A Classe III é uma má-oclusão que envolve prognatismo mandibular, retrognatismo maxilar ou uma combinação de ambas as condições. Contudo, em alguns casos, ao invés de uma displasia esquelética real, na verdade há um refl exo funcional de protração mandibular. A esta situação denomina-se pseudo-classe III, ou seja, um refl exo muscular adquirido que simula uma condição de mesioclusão. O diagnóstico diferencial entre estas duas condições baseia-se em uma avaliação facial e radiográfi ca, além da observação da relação molar em posição de máxima intercuspidação habitual (MIH) e de relação cêntrica (RC). Na pseudo-classe III, quando o paciente é manipulado em RC, os molares assumem uma relação normal, enquanto que na Classe III verdadeira a relação de mesioclusão se mantém, em ambas as posições. O objetivo deste trabalho é apresentar um caso clínico no qual uma paciente portadora de uma pseudo-classe III foi tratada por meio de extração, seguida de Ortodontia fi xa para fi nalização do caso. Cinco anos após a remoção do aparelho, pôde ser observada a estabilidade do tratamento, o que confi rma o sucesso deste tipo de abordagem.
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