Tratamento endodôntico de molares decíduos humanos com necrose pulpar e lesão periapical.

12:54
RESUMO
O objetivo desta pesquisa  foi avaliar radiograficamente, a efetividade de duas técnicas endodônticas em dentes decíduos humanos com polpa necrosada, apresentando lesão de furca e/ou periapical crônica. Foram selecionados 51 primeiros e segundos molares inferiores decíduos, os quais foram divididos em dois grupos: Grupo I ( 28 dentes ) - pulpotomia  com curativo de formocresol entre sessões e obturação da câmara coronária com óxido de zinco e eugenol, e Grupo II (23 dentes) - pulpectomia com curativo com pasta de hidróxido de cálcio (Calen) entre sessões e obturação dos canais radiculares com pasta de hidróxido de cálcio (Calen) espessada com hidróxido de cálcio p.a.. Foram realizadas radiografias padronizadas no ínicio do tratamento e aos 3, 6, 9 e 12 meses  de pósoperatório. As radiografias foram escaneadas e inseridas num programa de computador, o qual possibilitou a delimitação da área da lesão fornecendo a sua medida. através dos dados obtidos observou-se que a área da lesão reduziu em ambas as técnicas, com o aumento do período pós-operatório, tendo o formocresol promovido uma redução de 85,96% da área média da lesão, a qual foi estatísticamente diferente daquela produzida pelo hidróxido de cálcio, 73,47%, no final de 12 meses de observação.

PERGUNTAS MAIS FREQÜENTES EM NOSSOS CONSULTÓRIOS

16:08
P - Para que servem as escovas duras e médias?
R - As escovas duras e médias, são usadas para a escovação de próteses, nunca devem ser usadas nos dentes naturais, ou na gengiva. Pois causarão um desgaste nos dentes e com certeza machucarão a gengiva.

P - Quando fazemos uma refeição e não temos uma escova de dente o que podemos fazer para higienizar a boca?
R - Realize um vigoroso bochecho com água, isto ajuda mas não substitui a boa e tradicional escovação.  

P - Comer alternadamente alimentos frios e quentes causam algum mal aos dentes?
R - Evite ingerir alimentos muito quentes, em seguida de alimentos muito frios, ou vice - versa , pois podem ocasionar rachaduras no esmalte e danos à polpa dos dentes.

P - Caso eu tenha perdido um dente em um acidente, é possível reimplantá-lo?
R - Sim. Recolha o dente sem pegar na raiz, coloque-o em um copo de leite (por até 6h) ou na própria saliva (20 minutos) e leve-o imediatamente ao dentista.
porém, isto se o dente não sofreu algum traumatismo. Neste caso o dentista vai ver a indicação do reimplante.

P - Para a criança ficar bem alimentada é importante a mamadeira noturna?R - Não. Após os 6 meses a mamadeira noturna deve ser eliminada pois é uma das causas de cárie.

P - Chupar balas ou mascar Chicletes evitam o mau hálito?
R - Temporariamente sim, mas de modo geral não pois a principal causa do mau hálito são as bactérias que se alimentam do açúcar contido nestes produtos. Ao fazer uso de chicletes seu organismo interpretara que esta se alimentando e liberara ácidos gástricos como não haverá alimentos para ser absorvido ocasionara "queimação" e mau hálito.

P - Café prejudica os dentes?
R - Sim, porque normalmente é adoçado com açúcar e, além disso, diminui a salivação e mancha restaurações.

P- Depois do "canal" nunca mais ira doer?
R - Como trabalhamos com bactérias não podemos prometer que esses dentes iram ou não doer. Durante o tratamento endodôntico "canal" fazemos trocas de medicações hidróxido de cálcio que é uma medicação bactericida e esterilização dos materiais mas a alguns casos onde pode voltar a recolonização de bactérias por este motivo paciente devera retornar a clinica periodicamente para controle do tratamento.
Observar 48h apos o tratamento se vai ou não haver dor, passando este momento os 3 primeiros meses 

P - O que é língua presa?
R - Língua presa (freio lingual curto) é uma alteração que já nasce com a pessoa, provoca dificuldade na fala e má posição dos dentes. Há cura para este problema, é só procurar um cirurgião dentista.

P - O que é tártaro ?   
R - O tártaro é formado quando a placa bacteriana fica muito tempo sem ser removida, principalmente nos locais de difícil higienização, sendo que os minerais existentes na saliva, começam a depositar-se sobre esta placa bacteriana antiga, petrificando-a uma vez petrificada, esta placa passa a chamar-se tártaro. O tártaro, agrava ainda mais a cárie e as doenças periodontais (gengivite e periodontite), pois quando os minerais depositam-se sobre a placa bacteriana, a superfície torna-se rugosa, o que colabora para que uma nova deposição de placa ocorra devido à aspereza da superfície petrificada. Está nova deposição de placa irá petrificar-se com o tempo e desta forma o tártaro irá crescer em espessura, extensão e em gravidade. 

P - Minha gengiva sangra, isto é normal ?  

R - Sempre fique atento a sangramentos gengivais. Caso eles ocorram, mesmo em que pequeníssimas quantidades, procure o cirurgião dentista, pois se não tratada a origem, pode-se levar ao desenvolvimento da doença periodontal, a qual causa o amolecimento dos dentes por volta da 4ª década de vida. 
Esta é uma doença que muitas vezes instala-se na juventude mas mostra suas seqüelas por volta dos 30 a 40 anos e quando a pessoa percebe geralmente já é tarde. 

O pior de tudo é que esta doença não dói ou dói somente na fase terminal. 

P - Durante o clareamento, o que devo e não devo fazer?
R - Deve fazer:  
1.  Seguir as orientações do dentista.
2.  Retirar o dispositivo de clareamento 1 hora antes das refeições e reiniciar 1 hora após.
3.  Observar os dentes diariamente no espelho, monitorando o progresso do clareamento.
4.  Guardar o dispositivo, para o caso de necessitar de manutenção.
Não deve fazer:
1. Fumar durante o tratamento.
2. Tomar café, chá, Coca-Cola em excesso.
3. Escovar os dentes logo após retirar o dispositivo.
4. Emprestar o produto para outras pessoas.  
P - Quanto tempo dura o tratamento doméstico ?
R - Dura de 7 a 10 dias, usando-se durante todas a noites. Pode haver variações a depender do grau de escurecimento e de quanto se deseja clarear.
P - O dente clareado pode escurecer novamente?
R - Sim. Mas nunca como era antes. Após 1 a 2 anos, pode haver a necessidade de uma manutenção, que é feita em 2 ou 3 noites.

P - O que é ATM?
R - ATM é a abreviatura de "Articulação têmporo-mandibular". Essa articulação situa-se logo à frente do ouvido e é responsável pelos movimentos executados pela mandíbula.


Fonte: Revista da APCD

Clareamento Interno

19:26
 Técnica de Clareamento Mediata
1º ato: Exame radiográfico da excelência do tratamento endodôntico;
2º ato: Escolha da cor do dente a ser clareado e da cor original dos dente do paciente;
3º ato: Abertura coronária, remoção do remanescente do teto da câmara pulpar e remoção da
dentina cariada, quando houver;
4º ato: Tomada das medidas para realização do “plug”;19
5º ato: Isolamento absoluto do campo operatório;
6º ato: Confecção do “plug”de cimento;
7º ato: Condicionamento ácido fosfórico à 37% por 15 segundos e lavagem por 30 segundos,
somente na primeira sessão;
8º ato: Curativo intracâmara pulpar (3 a 5 dias) com pasta de perborato de sódio + peróxido de
hidrogênio à 30%;
9º ato: Troca de curativo por 1 ou mais sessões (dependendo do caso);
10º ato: Repetição do tratamento semanalmente;
11º ato: Lavagem da câmara pulpar para limpeza do agente clareador;
12º ato: Curativo intracâmara pulpar com pasta do pó de hidróxido de cálcio mais água destilada ou
soro fisiológico, por 7 dias, e fechamento provisório da câmara pulpar;
13º ato: Remoção e limpeza da pasta de hidróxido de cálcio, restauração final

Programa Simulador 3D de Anatomia Dental

17:38
Programa direcionado a Estudantes de Odontologia, com este software de animação permite visualizar todos os dentes ângulos, faces e raízes dos dentes.




A psicologia da dor - Aspectos de interesse do cirurgião dentista

16:33
Cinara Maria Camparis   ( cinara@foar.unesp.br )
- Profa.Disciplina de Oclusão, Unesp-AraraquaraClaudinei Cardoso Júnior  ( ccardosojunior@aol.com )
- Clínico Geral

Os autores analisam os vários fatores que podem influenciar na percepção da dor pelo paciente. O modelo biopsicossocial deveria ser melhor compreendido pelos clínicos que se propõe a tratar estados mórbidos dolorosos na clínica diária.
1. INTRODUÇÃO
1.1. Definindo a dor   
   A definição mais completa para a dor, é a proposta pela Associação Internacional para o estudo da dor”: “uma experiência desagradável a qual nós primariamente associamos como dano tecidual ou descrevemos como dano tecidual ou ambos”. Reconhece essa definição que a dor é subjetiva e mais complexa que um elemento sensorial, e a experiência da dor envolve associações entre elementos da experiência sensorial e o estado aversivo provocado. A atribuição do significado dos eventos sensoriais desagradáveis é a parte intrínseca da experiência da dor. 8   
Dessa consideração resulta que as condições psicológicas da pessoa podem produzir a percepção da dor ou aumentar sua tolerância à estimulação dolorosa, mas normalmente isso não é suficiente para se eliminar a percepção da dor.5  

A expressão sociocultural do uso da chupeta – Enfoque epidemiológico

08:40


Isabel Cristina G. Leite  ( bel@ufjf.br )
- Pós graduada em Odontopediatria pela UFRJ
- Mestra em Saúde Pública pela Escola Nacional de Saúde Pública FIOCRUZ
- Profa. de Odontopediatria e Psicologia Aplicada na UFJF (MG)Maria Eugenia Tollendal
- Professora visitante UFJF coordenadora do Programa Prev-Ação

O hábito de sucção de chupeta por crianças de 3 a 7 anos, além de complicações de ordem estomatológica, carrega em si um complexo envolvimento psicológico e cultural. A abordagem e o método selecionado pelo cirurgião-dentista para eliminação deste hábito nocivo em seu paciente deverá levar em consideração estes diferentes aspectos, buscando, com isto, evitar transferências e, definitivamente, corrigir o vício.

INTRODUÇÃO
                        O exagerado uso da chupeta, extrapolando os limites toleráveis, leva a um evidente prejuízo físico e psíquico para a criança usuária. Este malefício é caracterizado não só pelas sequelas referentes à oclusão, como , especificamente, é grande o aumento do índice cariogênico, dos problemas periodontais, além dos aspectos psicológicos envolvidos.   
                        As disparidades sócio-culturais do uso da chupeta, bem como suas similaridades, destacam-se no “animismo” e  simbolismo que circunscrevem o próprio “ato cultural”em si.   
                        O primitivismo deste simbolismo merece destaque no que tange à projeção e à contextualização do uso da chupeta no espectro sócio-cultural. O condicionamento ambiental e cultural deste uso pode conduzir a novos riuais substitutivos ao longo da vida, tanto em seus aspectos públicos quanto privados, ultrapassando as fronteiras disciplinares de investigação e reflexão teórico-prática. Além disso, há de se considerar a manipulação econômica em torno do produto, sugerindo recepções diferentes da população em torno de seu “merchandising”.   
                        A pesquisa justificou-se pela sedimentação social de  uma verdadeira “cultura da chupeta”, evidenciada pelos múltiplos traços culturais a serem pesquisados. Destacou-se também que o uso prolongado da chupeta acarreta evidentes prejuízos para a saúde psicofisiológica de seu usuário. Este prejuízo é caracterizado não só pelas sequelas ocluso-anátomo-fisiológicas, como as ligadas especificamente à saúde bucal (cárie, periodontopatias..), mas também às áreas emocionais e afetivas, quando a chupeta é usada como substitutivo vicioso das múltiplas carências afetivas e nutricionais.   
                        A ausência quase total do tema na literatura (nesta abordagem holística) e o grande número de crianças portadoras deste vício, levam ao interesse pelo trabalho.